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quarta-feira, 19 de junho de 2019
terça-feira, 22 de setembro de 2015
quarta-feira, 8 de julho de 2015
sábado, 17 de janeiro de 2015
Chega um momento em que a gente se dá conta de que, às vezes, para sermos verdadeiros com nós mesmos, precisamos ter o desprendimento para abençoar as tentativas sem êxito, agradecer pelo o que cada uma nos ensinou, e seguir. De que, às vezes, para se reconstruir, é preciso demolir construções que, por mais atraentes que sejam, não são coerentes com a ideia da nossa vida. A gente se dá conta do quanto somos protegidos quando estamos em harmonia com o nosso coração. De que o nosso coração é essencialmente puro. Essencialmente, amoroso, o bordador capaz de tecer as belezas que se manifestam no território das formas. De que, sabedores ou não, é ele que tem as chaves para as portas que dão acesso aos jardins de Deus. E, vez ou outra, quando em plena comunhão criativa, entra lá, pega uma muda de planta e traz para fazê-la florescer no canteiro do mundo.
sábado, 20 de setembro de 2014
Há algo em mim que não desaprende esse caminho... Que segue, quando, aparentemente, eu paro. Que continua a luzir, mesmo quando eu tropeço nas minhas sombras.
Há algo em mim que me salva de mim. Que me leva pela mão para brincar. Para conhecer o que continua vivo e belo além de toda e qualquer gaiola... Além dos meus tempos de muda. Algo que me mostra uma paz intensa e verdadeira...
Que não me deixa esquecer que continuo a ter asas, mesmo quando eu não voo...
terça-feira, 10 de junho de 2014
Quero encontrar algo nesse mundo que me traga, a cada noite, a dádiva de um cansaço bom.
Que me permita olhar para as horas vividas com uma clara convicção de que valeu a pena vivê-las.
Que me conduza ao sono sereno que nasce depois dos desafios que o coração compra.
Que me convide a desejar um novo dia, certa de que haverá um motivo para o qual levantar,e por sabê-lo, por lembrá-lo, eu possa experimentar a paz de adormecer sorrindo.
domingo, 4 de maio de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
sábado, 15 de março de 2014
sábado, 11 de janeiro de 2014
Abençoados sejam os presentes fáceis de serem abertos.
Os encantos que desnudam o erotismo da alma.
Os momentos felizes que passam longe das catracas da expectativa.
Os improvisos bons que desmancham o penteado arrumadinho dos roteiros da gente.
Os diálogos que acontecem no idioma pátrio do coração.
Abençoada seja a leveza, meu Deus.
domingo, 22 de dezembro de 2013
Que Deus ouça as preces que lhe dirijo quando amanheço revigorada e anoiteço tranquila.
Quando consigo manter uma relação mais gentil com as lembranças difíceis que, às vezes, ainda me assombram.
Quando posso desfrutar do contentamento mesmo sabendo que existem problemas que aguardam eu me entender com eles.
Quando não peço nada além de força para prosseguir, por acreditar que, fortalecida, eu posso o que quiser, em Deus.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Silencio...
De repente, um silêncio tão bem dito que não entendi mais nada. Ao contrário de outros, alguns silêncios apagam a luz.
Bendita seja a claridade das palavras também quando permitem que dúvidas sejam dissolvidas. Que equívocos não sejam alimentados. Que distâncias não cresçam. Que a confiança prevaleça. Que o afeto não se torne encabulado.
Bendita seja a claridade das palavras também quando ficamos no escuro da incompreensão, tateando as paredes deste cômodo pouco ventilado à procura de um interruptor qualquer que acenda o nosso entendimento.
Bendita seja a claridade das palavras também quando aproximam, em vez de afastar. Quando nos possibilitam o conforto da verdade, mesmo que ela desconforte. Quando simplesmente queremos saber o que está acontecendo com as pessoas que amamos simplesmente porque amamos.
Bendita seja a claridade das palavras quando ditas com o coração. Ele sabe como acender a luz.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos, de sentir a textura do sentimento alheio tão clara no próprio coração e tantas vezes até doer ou sorrir junto com toda sinceridade. Essa sensação, de vez em quando, de ser estrangeiro e não saber falar o idioma local, de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma civilização extinta. Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada. Esse AMOR tão vívido em terra em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza. Esse cuidado espontâneo com os outros. Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada. Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói se sentir ferido.
terça-feira, 30 de abril de 2013
Como se fosse o último
Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último...
O último para dizer “obrigada”. O último para dizer “me desculpa”. O último para dizer “eu te amo”. O último para abraçar cada pessoa amada com aquele abraço bom que faz um coração cantar para o outro. O último para apreciar a vida com o entusiasmo que não guarda nenhuma delícia nem ternura pra depois.
O último para fazer as pazes. Para desfazer enganos.
Para saborear com calma, como se me servissem um banquete, a preciosidade genuína que cada único respiro humano representa.
Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último...
O último pra esquecer tolices. O último para ignorar o que, no fim das contas, não tem a menor importância. O último para rir até o coração dançar.
O último para chorar toda dor que não transbordou e virou nódoa no tecido da vida. O último para deixar o coração aprontar todas as artes que quiser.
O último para ser útil em toda circunstância que me for possível.
O último para não deixar o tempo escoar inutilmente entre os dedos das horas.
Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último...
O último para me maravilhar diante de cada expressão da natureza com o olhar demorado de quem olha pela primeira vez. O último para ouvir aquela música que acende sóis por toda a extensão da minha alma.
O último para ler, de novo, o poema que diz tanto de mim que eu me sinto caber nos olhos do poeta que o escreveu.
O último para desembaraçar os fios emaranhados dos medos que me acompanham.
Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último...
Eu não perderia uma chance para me presentear com os agrados que me nutrem. Eu criaria mais oportunidades para dizer o meu amor.
Para expressar a minha admiração. Para destacar para cada pessoa a beleza singular que ela tem. Para compartilhar. Eu não adiaria delicadezas.
Não pouparia compreensão. Não desperdiçaria energia com perigos imaginários e com uma série de bobagens que só me afastam da vida.
Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último, porque pode ser.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Sou uma caminhante na estrada do aprendizado do amor.
Às vezes, exausta, eu paro um pouquinho. Cuido das dores. Retomo o fôlego. Depois, levanto e, seduzida, enternecida pelo chamado, cheia de fé, eu prossigo. Um passo e mais outro e mais (...) outro e mais outro, incontáveis.
Sei de cor que não é fácil, mas sei também que é maravilhoso olhar para o caminho percorrido e perceber o quanto a gente já avançou, no nosso ritmo, do nosso jeito, um passo de cada vez.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
Abraço
O melhor do abraço é a sutileza dele. A mística dele. A poesia.
O segredo de literalmente aproximar um coração do outro para conversarem no silêncio que dá descanso à palavra.
O silêncio onde tudo é dito sem que nenhuma letra precise se juntar à outra.
O melhor do abraço é o charme de fazer com que a eternidade caiba em segundos.
A mágica de possibilitar que duas pessoas visitem o céu no mesmo instante.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
Tudo o que eu vivi me trouxe até aqui e sou grata a tudo,invariavelmente.
Curvo meu coração em reverência a todos os mestres,espalhados pelos meus caminhos todos,vestidos de tantos jeitos,algumas vezes disfarçados de dor.
Eu mudei muito nos últimos anos,mais até do que já consigo notar,mas ainda não passei a acreditar em acaso.
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