Aqui,desenho minha alma,transpiro meus sonhos.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015


Com o tempo você irá me esquecer, assim como se esquece as chaves sobre a mesa, como se esquece as tristezas num dia qualquer de domingo, como se esquece de observar as flores se abrindo na sua estação.
Você vai, e algum dia olhará para nós de um lugar já muito distante, mas um sentimento de ontem poderá se balançar.
Esquecerá com a obrigação da tua nova vida, esquecerá porque é o que restará depois de inúmeras alternativas. Esquecerá de aquecer meus pés no inverno, esquecerá de procurar livros que ninguém tem, esquecerá as canções que escolhemos para eternizar nossas histórias, esquecerá o som da nossa voz no meio da madrugada, esquecerá de viver o imprevisto que nos assaltava, esquecerá nossos desejos mais secretos: nossa boca com gosto de mel, nossos corpos embrulhados na fita, nossa garganta arranhada das profundidades das palavras perdidas.
Me esquecerá quando cruzar comigo em alguma rua, a distância envergonhará nossa nudez. Me esquecerá quando outra poesia te surpreender e te ler mais do que a mim. Me esquecerá fixando os olhos em outras costas, em traços de outras tatuagens. Me esquecerá nos domingos, em outra sala, novos sofás, parecidos carinhos.
Talvez também te esqueça. Penso (e sei que pensas) em quem, um dia, nos roubará de nós.
O amanhã nos atravessará com a sua covardia. Sem perceber estaremos em mapas desiguais.
Haverá saudade, haverá vontade e nada poderemos fazer. Colheremos a escolha do agora, inevitável. Será isto, previsto. O caminho é sempre para frente, um trem não tem escolhas, e aqui nos colocamos de passagem. Amadureceremos na dor, não na culpa. Teremos novas mãos entre as nossas. Nossos planos conheceram seus nomes, nossos filhos não reconhecerão nossos rostos.
Nosso amor não conheceu a vida, ficará sempre por nascer, prematuramente.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013


Só o tempo nos ensina a imprevisão das coisas...A impossibilidade que não nos damos conta...Os atalhos...As placas que entendemos errado pelo caminho.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Quanto se pode amar?


Se for amor mesmo,

não cabe numa vida...

e nem na gente..

quarta-feira, 12 de setembro de 2012


Quando você tem a doce sensação de que pode
erguer seus braços e sem ficar nas pontas dos pés e tocar no fundo do céu...
Isso é o amor, porque nada precisa de medida exata
ele só precisa ser sentido,
ser permitido dentro de nós,
ser nosso ar, ser nosso chão,
ser sempre nosso melhor momento..

sábado, 14 de julho de 2012


Todo mundo já esteve ou estará em um lugar de total deserto. Nada podemos ver senão dunas de areias que anulam qualquer expectativa do novo.
Mas cada dia estou mais convicta de que não é nosso olhar para as impossibilidades que importa, porque realmente nossa visão é limitada e não podemos ver muito além, mas é o olhar de Deus sobre o que nós estamos nos tornando no deserto que pode mudar toda nossa história.